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SUV elétricos europeus de 800 V: Audi, BMW, Mercedes, Porsche e Volvo em ataque

Carro elétrico branco em showroom moderno com taças de champanhe e máscara sobre o capô.

As expectativas estão altas para a nova leva de SUV elétricos made in Europa. A chegada do novo «clube dos 800 V» não poderia estar despertando mais curiosidade - e, por “curiosidade”, entenda-se: vendas. As montadoras premium europeias, jogando em casa, deixaram claro que vieram para o ataque.

SUV elétricos europeus e o «clube dos 800 V»

Audi, BMW, Mercedes, Porsche e Volvo colocaram na rua plataformas totalmente inéditas nesta geração de SUV elétricos. O ponto em comum entre elas é a adoção de sistemas elétricos de 800 V, que prometem recargas mais rápidas e ganhos de eficiência. Trata-se da resposta direta ao avanço de marcas como a XPeng, que tem no G9 o seu modelo-símbolo.

Plataformas novas e a disputa por vendas: Audi, BMW, Mercedes, Porsche e Volvo

A Audi foi quem deu o «tiro de partida» com o Q6 e-tron, responsável por estrear a plataforma PPE, compartilhada também com o novo Porsche Macan. Os resultados vieram rápido: em 2025, a Audi foi a marca que liderou as vendas na sua categoria.

Do lado bávaro, o lançamento da nova base “Neue Klasse”, da BMW, não poderia ter sido mais bem-sucedido. A produção do BMW iX3 praticamente já está esgotada na Europa para 2026, impulsionada por uma demanda muito alta.

É uma estreia sob pressão para a nova fábrica da BMW em Debrecen, na Hungria. Se o novo Série 3 elétrico repetir a mesma aceitação do público, há motivos de sobra para comemorar na sede da marca.

Na Mercedes-Benz, a aposta é a plataforma MB.AE, que servirá de base para o novo GLC elétrico. O modelo será apresentado à imprensa internacional em estradas portuguesas. Mathias Geisen, responsável por vendas e membro do conselho de administração da Mercedes-Benz Group AG, confirmou nesta semana que a produção de 2026 já está quase toda comprometida.

Na Volvo, o clima também é de celebração. O interesse gerado pelo Volvo EX60, revelado nesta semana, pegou a empresa de surpresa: o site da marca sueca ficou fora do ar por algumas horas devido ao grande volume de acessos de interessados - mas já voltou ao normal. A produção começa em breve na fábrica de Torslanda, na Suécia.

Champanhe nos elétricos e realismo na combustão

Mesmo com o otimismo generalizado, a passagem para o 100% elétrico não foi feita sem “paraquedas” - isto é, sem abrir mão de vez das versões a combustão, ainda que eletrificadas. Na prática, todas as marcas seguirão fabricando e vendendo os «irmãos» a combustão desses SUV elétricos.

Em alguns casos, ao menos por enquanto, dificilmente poderia ser diferente. Basta olhar para o Volvo XC60, que continua sendo o carro mais vendido da marca sueca - e sem dar sinais de desaceleração. O mesmo vale para a Mercedes com o GLC e para a BMW com o X3, ambos atualizados recentemente.

A exceção nessa estratégia, por ora, é a Porsche, que tenta “costurar um paraquedas” em pleno voo. O Macan a combustão foi descontinuado, mas deve voltar ao portfólio antes de 2028 - provavelmente com outro nome.

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